segunda-feira, 5 de agosto de 2013

Artigo de Opinião


Conferência do Meio Ambiente


As questões ambientais como processo de discussão entre pessoas, comunidades, sindicatos, universidades, países e instituições internacionais é uma premissa que não se faz ignorar. Com o advento do Renascimento, a expansão das grandes navegações, o estabelecimento do capitalismo, da modernidade e da pós-modernidade, faz-se necessária uma indagação – como nosso estilo de vida consumista e hedonista pode prejudicar o mundo em que vivemos? Vivemos em um mundo perigoso, um mundo onde se vive com as tensões entre o global e o local, o universal e o singular, a cultura e a modernização, o instantâneo e o durável, o espiritual e o material. Neste mundo cheio de quebras de paradigmas, temos nós a certeza indubitável de que os recursos naturais do nosso planeta não são eternos, pois os nossos recursos são a matéria prima de um planeta global, onde tudo é interligado de forma complexa e simples, onde nada está separado, onde vivemos em um espírito de interdependência com a raça humana nas suas mais variadas formas de expressão cultural e expressão humana. Entramos em um século perigoso, um tempo onde carecemos de paradigmas e exemplos, uma época onde a indústria armamentista é uma realidade, um tempo onde as guerras continuam, onde a humanidade tem o poder de acabar consigo mesma através do poderio atômico da guerra. As potências atuais como os Estados Unidos da América e Rússia convivem com um arsenal atômico preocupante. Com o fim da URSS, muitos armamentos de guerra ficaram nas mãos dos novos países criados ou foram comercializados com grupos terroristas ao redor do globo. A fome é outra problemática do mundo, pois vivemos em uma civilização onde cerca de um bilhão de pessoas vivem com a realidade de algum tipo de fome. Assim, a Conferência do Meio Ambiente tem papel importante na conscientização da realidade da fome no mundo.

A respeito da temática da fome, temos a Escola Estadual Gregório Bezerra e seus nonos anos que se envolveram e promoveram na Conferência do Meio Ambiente uma palestra sobre a fome no mundo e o que podemos fazer para diminuir a situação da fome em nosso planeta. É realidade certa que a humanidade passa algum tipo de fome, seja esta a fome oculta ou a fome aberta. Fome oculta é o termo que se usa para determinar quando uma pessoa come somente o básico necessário para sua subsistência faltando a ele algum tipo de vitamina ou proteína provocando na pessoa o que é chamado de subnutrição, ou seja, a pessoa não ingere os nutrientes diários necessários para a sua sobrevivência. Fome aberta é o termo que se dá às catástrofes que provocam em uma população a total ausência de alimentos, onde o indivíduo não tem a possibilidade de se alimentar levando esta pessoa ao óbito – essa situação de fome aberta ocorre muitas vezes em situações de guerras entre países, catástrofes ambientais ou guerra civil. Os alunos dos nonos anos fizeram pesquisas sobre essa problemática. Eles desenvolveram uma palestra de conscientização e através da tecnologia apresentaram para os pais, mães, responsáveis e comunidade, uma demonstração, através de slides, sobre o que é a fome no mundo e suas consequências políticas nas nações. Os educandos aprenderam que a fome não é uma questão fatídica, mas a mesma é um resultado da má distribuição dos recursos alimentícios ao redor do mundo de forma igualitária para todos. Os alunos viram onde a fome é mais endêmica, mais profunda e aprenderam de forma consciente que o desperdício pode ser considerado um ato não ético no mundo atual. A Conferência do Meio Ambiente, logo, tem papel profundo ao abranger questões importantes que se atrelam às demandas ambientais: guerra, desperdício, sustentabilidade e fome...
Com essa situação vivida em pleno século XXI, faz se necessária uma educação que contemple a temática ambiental em suas mais variadas nuances: uma educação voltada para a paz, voltada para a valorização das culturas regionais, uma educação voltada para a valorização das minorias, voltada para a sustentabilidade, voltada para a reflexão sobre o papel da humanidade neste planeta chamado Terra. Assim, é necessário ressalvar a importância da escola como espaço reflexivo das problemáticas ambientais, e a Conferência do Meio-Ambiente tem real importância para uma prática reflexiva e pragmática sobre as necessidades de mudanças no nosso estilo de vida conscientizando-nos para uma melhor relação entre os seres humanos e o ambiente natural onde esta mesma humanidade vive. A Conferência do Meio-Ambiente tem a possibilidade de reunir docentes, estudantes, gestão e comunidade para discussão profunda através de oficinas, palestras e reunião de grupos sobre os problemas ambientais locais da comunidade e globais do nosso mundo; logo, esta conferência é importante para a escola e para a comunidade.

Concluindo, devemos valorizar as problemáticas ambientais como sendo nossa responsabilidade, de todos nós. Devemos promover uma educação constante baseada na ação – reflexão – ação de todos aqueles que pertencem à nossa comunidade ao longo de todo o ano letivo e a Conferência do Meio-Ambiente deve ser o ápice de todo um trabalho de pesquisa e estudos realizados ao longo do ano acadêmico. Só com um trabalho prático de reflexão poderemos construir uma sociedade mais holística, menos hedonista, onde os recursos naturais e a vida em suas mais variadas formas não sejam olhadas mais como bens de consumo – onde a espécie humana seja uma espécie que cuide do globo, pois este planeta é a nossa casa.   



Cristiano Lima
Professor/Tradutor

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