terça-feira, 18 de junho de 2013

Trocando experiência e enriquecendo a prática...

Segue logo abaixo a sequência didática elaborada pelo meu grupo. Espero que possamos trocar experiências e enriquecer nossas práticas em sala de aula.



Texto Avestruz (Mário Prata)

 “Percepção das relações de intertextualidade, percepção das relações de interdiscursividade.”

Objetivo especifico: Conhecer as características fundamentais do gênero crônica, utilizando-se de recursos da intertextualidade.

Público alvo: 6º ano
Módulo 1

Apresentação da situação:
-Leitura compartilhada do texto, com a disposição dos alunos em dupla;
- Verificar palavras desconhecidas como: gigolô, TPM...
-Afixar imagens dos animais que aparecem no texto na lousa para dialogar, com o objetivo de fazer um levantamento prévio dos conhecimentos já adquiridos pelos alunos com o que está sendo apresentado;

Módulo 2

- Entender a intertextualidade;
- Apresentar músicas que abordem características do avestruz e dos demais animais que aparecem no texto;
- Realizar questionamentos sobre as conseqüências da troca do avestruz por outros animais (gaivotas e urubu).

Módulo 3

Produção textual
- Construir um quadro coletivo com o habitat e hábitos alimentares;
- Em duplas reescrever o texto substituindo o avestruz pelo o urubu e as gaivotas (fazendo as adequações necessárias);
- Cada dupla fará a leitura do seu texto com autocorreção, seguindo critérios estudados anteriormente (paragrafação, pontuação básica, coesão e coerência);
- Leitura compartilhada das produções feitas em duplas;
- Os textos serão afixados no mural da sala de aula.

 Módulo 4

Avaliação
O professor traz para a sala de aula um texto narrativo, para que os alunos o comparem com a crônica e aponte semelhanças e diferenças entre os gêneros.

Sandra Souza

quinta-feira, 13 de junho de 2013

Compartilhando - sugestão para trabalhar o texto Pausa, de Moacyr Scliar


SEQUÊNCIA DIDÁTICA DE LEITURA
Público alvo:  8ª série
Tempo:   02 a 03 aulas
Materiais:   Cópias do texto “Pausa” de Moacyr Scliar, dicionários fichas de leitura.
Eixos de aprendizagem:   leitura, oralidade e escrita

 Curso Melhor Gestão, Melhor Ensino
SEQUÊNCIA DIDÁTICA COM FOCO NA LEITURA

Esta sequência foi pensada e elaborada durante etapa presencial do Curso Melhor Gestão, Melhor Ensino na diretoria de Diadema no dia 14/05/2013.
No decorrer dos módulos no ambiente virtual, houve mudança no agrupamento. A sequência foi retomada e adaptada com a ciência de todas as participantes do grupo.
A.      Antes da leitura
Antes de apresentar o texto para que os alunos leiam, deve ser feita estimulação dos mesmos e o acionamento de seus conhecimentos de mundo. É momento de antecipação do que está por vir. Informe à classe que eles lerão um texto cujo título é “Pausa”. A partir daí levante hipóteses sobre o que poderão encontrar na leitura através das seguintes questões:
1.      Qual o significado da palavra pausa?
(Registrar os significados. Espera-se uma variedade de respostas: intervalo, parada, descanso...)
2.      Que tipo de texto teria como título a palavra pausa?
(Aqui aos alunos devem indicar algumas características quanto aos gêneros textuais possíveis)
3.      O que seria abordado em um texto cujo  título é “Pausa”?
 ( Fazer o registro das hipóteses. )

B.      Durante a leitura

Antes de distribuir os textos, iniciar a leitura do texto até o  parágrafo. Checar, então, e reformular as hipóteses conforme os alunos forem falando.
Pretende-se aqui aguçar a curiosidade e o imaginário do aluno para os rumos possíveis da narrativa. Pode-se buscar indício para esses rumos a partir de trechos significativos do texto ( a forma como a mulher é apresentada ao leitor, o fato de o marido sair todos os domingos de manhã e voltar só à noite....).
Checadas e refeitas as hipóteses, observados os indícios, distribuir o texto para que os alunos continuem individualmente a leitura.

C.      Levantamento de palavras

Após a leitura, listar com os alunos, para que pesquisem no dicionário as
 Palavras de uso incomum no cotidiano. E reler o texto par os alunos com entonação diferenciada, acentuando a voz em  momentos específicos do texto ( a chegada ao hotel, ao passar pelas mulheres, o sonho, o despertar, a conversa com o recepcionista do hotel).

D.     Conversando sobre o texto

Como etapa final das estratégias de leitura, sugere-se uma roda de conversa a
 Partir  das seguintes questões:

     1.      Em algum momento da leitura pode- se pensar  que há traição na história? Recupere esse momento no texto.

                 2.      Como você caracterizaria a mulher a partir das informações do narrador? E o         
              homem?

                 3.       Como você analisa a situação desse casal?

                 4.      O que o homem estaria  fazendo de fato?

                 5.       Que atitude ele deveria tomar em relação a essa situação?

E.      Registro das leituras e impressões

              Nesse momento é importante discutir com os alunos as estratégias de leitura que foram usadas, os caminhos de leitura percorridos e as habilidades em jogo. É interessante registrar as aprendizagens dos alunos através de fichas individuais em que eles possam anotar seu percurso de leitura e sua maneira de interpretar o texto a partir das suas percepções e  das intervenções professora. E que perceba que essas são estratégias que desenvolvem a capacidade leitora e também escritora, pois ativam conhecimentos que já possuam e agregam novos conhecimentos sobre o gênero textual, o tema e o estilo de produção do autor.
 As informações aqui obtidas, bem como o registro durante o desenvolvimento da sequência, servirão para a avaliação (anterior, ao longo e no fim do processo).

Sequência elaborada inicialmente por: Carmen, Célia, Edna, Eliane, Leonor, e Márcia.
 Grupo 03, Turma 02, DE Diadema.
Adaptações: Carmen Silvia Ramos de Miranda


Era uma vez uma avestruz....


Esta Sequência Didática é da professora Sandra.... enjoy my people... rsrsrsrsrsrsrs


Era uma vez uma avestruz.... quem quer uma avestruz de presente? I want this now.... :)

GRUPO  2 e 5 

Texto Avestruz (Mário Prata)



Localização; comparações e generalizações de informações.
Percepção das relações de intertextualidade, percepção das relações de interdiscursividade.
Objetivo especifico: Leitura e compreensão geral do texto e conhecer as características fundamentais do gênero crônica, utilizando-se de recursos da intertextualidade.
Público alvo: 6º ano
Módulo 1
Apresentação da situação:
                1-Apresentação do texto para os alunos
Solicitaremos aos alunos:
-Leitura  silenciosa do aluno: leitura rápida  do primeiro contato com o texto.
-Levantamento prévio do assunto:
Conhecem o animal Avestruz?
Já foram ao zoológico? Ou até mesmo em programas jornalísticos? Ou revistas e gibis?
Solicitar o aluno que desenhe o animal avestruz no caderno, ou até mesmo em uma folha?
A partir do texto que tipo de animal seria?
-Leitura realizada pelo professor que deverá solicitar aos alunos que observem pontuação e a entonação.
Esclarecimento do vocabulário desconhecido? –
 Verificar palavras desconhecidas como: gigolô, TPM...
Identificação do narrador primeira ou terceira pessoa? Como vocês identificaram o narrador?
Como ficaria se o narrador fosse terceira pessoa?
-Busca de informações complementares em outras fontes ( internet, enciclopédia, etc)
É possível criar um avestruz em um apartamento? ( generalizações)

-Afixar imagens dos animais que aparecem no texto na lousa para dialogar, com o objetivo de fazer um levantamento prévio dos conhecimentos já adquiridos pelos alunos com o que está sendo apresentado;
Módulo 2
- Entender a intertextualidade;
- Apresentar músicas que abordem características do avestruz e dos demais animais que aparecem no texto;
- Realizar questionamentos sobre as conseqüências da troca do avestruz por outros animais (gaivotas e urubu);
Módulo 3
Produção textual
- Construir um quadro coletivo com o habitat e hábitos alimentares;
- Em duplas reescrever o texto substituindo o avestruz pelo o urubu e as gaivotas (fazendo as adequações necessárias);
- Cada dupla fará a leitura do seu texto com autocorreção, seguindo critérios estudados anteriormente (paragrafação, pontuação básica, coesão e coerência);
- Leitura compartilhada das produções feitas em duplas;
- Os textos serão afixados no mural da sala de aula;
 Módulo 4
Avaliação
O professor traz para a sala de aula um texto narrativo, para que os alunos o comparem com a crônica e aponte semelhanças e diferenças entre os gêneros.
 Após a leitura  compartilhada e todas as generalizações  debatidas, solicitar ao aluno que localize no texto o tema,  título, autor, os elementos da narrativa individualmente. Dando exemplos de frases que aparecem narração em primeira e terceira pessoa.

quarta-feira, 12 de junho de 2013

Postando Uma Sequência Didática - a prática de leitura ou a leitura da prática?


Avestruz

Mário Prata

O filho de uma grande amiga pediu, de presente pelos seus dez anos, 
uma avestruz. Cismou, fazer o quê? Moram em um apartamento em 
Higienópolis, São Paulo. E ela me mandou um e-mail dizendo que a culpa era 
minha. Sim, porque foi aqui ao lado de casa, em Floripa, que o menino 
conheceu as avestruzes. Tem uma plantação, digo, criação deles. Aquilo 
impressionou o garoto.
Culpado, fui até o local saber se eles vendiam filhotes de avestruzes. E se 
entregavam em domicílio.
E fiquei a observar a ave. Se é que podemos chamar aquilo de ave. A 
avestruz foi um erro da natureza, minha amiga. Na hora de criar a avestruz, 
deus devia estar muito cansado e cometeu alguns erros. Deve ter criado 
primeiro o corpo, que se assemelha, em tamanho, a um boi. Sabe quanto pesa 
uma avestruz? Entre 100 e 160 quilos, fui logo avisando a minha amiga. E a 
altura pode chegar a quase três metros. 2,7 para ser mais exato.
Mas eu estava falando da sua criação por deus. Colocou um pescoço que 
não tem absolutamente nada a ver com o corpo. Não devia mais ter estoque de 
asas no paraíso, então colocou asas atrofiadas. Talvez até sabiamente para evitar 
que saíssem voando em bandos por aí assustando as demais aves normais.
Outra coisa que faltou foram dedos para os pés. Colocou apenas dois 
dedos em cada pé. 
Sacanagem, Senhor!
Depois olhou para sua obra e não sabia se era uma ave ou um camelo. 
Tanto é que logo depois, Adão, dando os nomes a tudo que via pela frente, 
olhou para aquele ser meio abominável e disse: Struthio camelus australis. Que é o nome oficial da coisa. Acho que o struthio deve ser aquele pescoço fino em 
forma de salsicha.
Pois um animal daquele tamanho deveria botar ovos proporcionais ao 
seu corpo. Outro erro. É grande, mas nem tanto. E me explicava o criador que 
elas vivem até os setenta anos e se reproduzem plenamente até os quarenta, 
entrando depois na menopausa, não têm, portanto, TPM. Uma avestruz com 
TPM é perigosíssima!
Podem gerar de dez a trinta crias por ano, expliquei ao garoto, filho da 
minha amiga. Pois ele ficou mais animado ainda, imaginando aquele bando de 
avestruzes correndo pela sala do apartamento.
Ele insiste, quer que eu leve uma avestruz para ele de avião, no domingo. 
Não sabia mais o que fazer.
Foi quando descobri que elas comem o que encontram pela frente, 
inclusive pedaços de ferro e madeiras. Joguinhos eletrônicos, por exemplo. 
máquina digital de fotografia, times inteiros de futebol de botão e, 
principalmente, chuteiras. E, se descuidar, um mouse de vez em quando cai 
bem.
Parece que convenci o garoto. Me telefonou e disse que troca o avestruz 
por cinco gaivotas e um urubu.
Pedi para a minha amiga levar o garoto num psicólogo. Afinal, tenho 
mais o que fazer do que ser gigolô de avestruz.

Postando uma Sequência Didática

Pessoal, está Sequência Didática é do grupo 2 da minha turma, é uma Sequência Didática muito interessante e que pode ser trabalhada em todo ciclo do Ensino Fundamental 2, fiz algumas adaptações objetivando a clareza do texto neste fórum, o texto escolhido pelo grupo é o texto com o título "Avestruz" de Mário Prata...
Eis a Sequência Didática
Texto: Avestruz de Mário Prata
A prática fundamentada na teoria

Elaborar questões e atividades para diferentes etapas de uma situação de aprendizagem com foco em leitura, a partir das seguintes estratégias:
1- Ativação dos conhecimentos de mundo dos alunos; antecipação ou predição; checagem de hipóteses - tempestade de ideias.

2- Localização de informações; comparação de informações; generalizações.
 Construção de ficha técnica:
 - Nome científico da avestruz;
 - Peso, tempo de gestação, tempo de  vida e outras informações.

3- Em grupos: montar o texto sobre as informações gerais a respeito do pássaro;
- Realizar a leitura dos textos criados pelos alunos;
- Realizar a leitura e interpretação oral do texto "Avestruz".

4- Recuperação do contexto de produção; definição de finalidades e metas da atividade  da leitura.
- Os alunos continuarão a narrativa escolhendo entre duas propostas ao criarem um novo final para a história, pois a mesma história pode ser considerada inconclusa:
a) O menino criar as gaivotas e o urubu no apartamento ou;
b) A mãe não ter aceitado e levado o menino ao psicólogo.
 - Produção dos textos individuais;
 - Será feito uma roda de leitura  para que os alunos possam compartilhar suas produções;
 - Finalizando em grupos, os alunos escolherão uma produção para poder montar um painel da história.

Observação: Ao longo de todo processo, o texto "Avestruz" de Mário Prata sempre deve ser revisitado para a produção textual final...


terça-feira, 4 de junho de 2013

Como disse Marilena Chauí a respeito da prática de leitura:


Marilena Chauí


Professora de Filosofia da USP
"O livro é um mundo porque cria mundos ou porque deseja subverter este nosso mundo", considera a doutora em Filosofia Marilena Chauí.
"Eu costumo falar no esplendor do livro porque ele abre para mundos novos, ideias e sentimentos novos, descobertas sobre nós mesmos, os outros e a realidade. Ler, acredito, é uma das experiências mais radiosas de nossa vida, pois, como leitores, descobrimos nossos próprios pensamentos e nossa própria fala graças ao pensamento e à fala de um outro. Ler é suspender a passagem do tempo: para o leitor, os escritores passados se tornam presentes, os escritores presentes dialogam com o passado e anunciam o futuro."
Fonte: Depoimento feito ao site da Livraria Cultura em 2004.

domingo, 2 de junho de 2013

Experiências iniciais de leitura

Acredito que nossas experiências de leitura representam muito de nossa experiência de vida. Seja pela ocorrência de alguns fatos ou pela ausência. Penso que seja interessante os pais estimularem a leitura em seus filhos desde pequenos.
 Não foi meu caso. Meus pais não freqüentaram escola por muito tempo e não me foram referência de leitura. Eu não os via lendo. Minha mãe soube me ensinar a escrever o nome, como a meus irmãos. Ela nos encaminhou a escola. Estabeleceu a oportunidade, mas não pôde acompanhar com grande influência, pois as inúmeras horas de trabalho, após a separação, e as dificuldades em sustentar cinco filhos, consumiam-lhe o tempo e o juízo. Hoje, minha mãe lê com certa freqüência.
Vê-la levar uma vida de dificuldades por falta de estudo e de um bom emprego inspirou-me a aprender para tornar-me um pouco preparada para a vida. E nos livros eu fugia para outras realidades, eu sonhava com coisas melhores. Mas também via a crueza de tantas outras vidas sofridas, bem mais sofridas que a minha. Não só a literatura, os livros da diferentes disciplinas me fizeram conhecer um pouco além dos sonhos, a conhecer um pouco do mundo e do ser humano que o habita. Não cito meu pai porque ele se fez esquecer em suas atitudes de indiferença ao que passávamos, embora ele também seja responsável por certas empreitadas minhas.
Quando vejo que posso ser exemplo de leitora em alguma situação, uso minha história de vida. O que vale é proporcionar momentos para estimular os estudos e a leitura.

Literatura!


Literatura !

   Afrânio Coutinho, em suas "Notas de Teoria Literária", contribui com este magnífico conceito:

   A literatura, como toda arte, é uma transfiguração do real, é a realidade recriada, através do espírito do artista e retransmitida através da língua para as formas, que são os gêneros, e com os quais ela toma corpo e nova realidade. Passa, então, a viver outra vida, autônoma, independente do autor e da experiência de realidade de onde proveio. Os fatos que lhe deram às vezes origem perderam a realidade primitiva e adquiriram outra, graças à imaginação do artista. São agora fatos de outra natureza, diferente dos fatos naturais objetivados pela ciência ou pela história ou pelo social. O artista literário cria ou recria um mundo de verdades que não são mais medidas pelos mesmos padrões das verdades ocorridas. Os fatos que manipula não têm comparação com os da realidade concreta. São as verdades humanas gerais, que traduzem antes um sentimento de experiência, uma compreensão e um julgamento das coisas humanas, um sentido de vida, e que fornecem um retrato vivo e insinuante da vida. A Literatura é, assim, vida, parte da vida, não se admitindo possa haver conflito entre uma e outra. Através das obras literárias, tomamos contato com a vida, nas suas verdades eternas, comuns a todos os homens e lugares, porque são as verdades da mesma condição humana.

Leitura


Falamos o que lemos!

 

   É evidente a importância da leitura e da escrita em nossas vidas. Ela nos ajuda praticar de forma correta a comunicação com outros indivíduos.

   O exercício da leitura faz com que aprimoremos nosso vocabulário e podendo até viajarmos sem sair do lugar. Ler é perpetuar de forma expressa o nosso conhecimento, nossa história, nossa arte e cultura, bem como, o nosso saber. Saber que somos seres inacabados, e por tanto famintos por conhecimento e a sede desse conhecimento só deve acabar com nossa morte.

   Desse modo, a leitura se configura como um poderoso e essencial instrumento libertário para a sobrevivência do homem.

   E refletir, sabemos, é o que permite ao homem abrir as portas de sua percepção.

   Quando movido por curiosidade, pelo desejo de crescer, o homem se renova constantemente, tornando-se cada dia mais apto a estar no mundo, capaz de compreender até as entrelinhas daquilo que ouve e vê, do sistema em que está inserido. Assim, tem ampliada sua visão de mundo e seu horizonte de expectativas.

   Bem minha experiência com leitura sempre foi ótima, pois minha mãe sempre lia uma história quando eu ia dormir e claro sempre fui leitora, mas quando entrei na faculdade foi tudo melhor ainda.

   Tive excelentes professoras de literatura que propiciava leitura de livros maravilhosos, livros clássicos, porém sou apaixonada por história de romance e aos poucos fui percebendo minha mudança de visão de mundo, o meu olhar tornou-se mais crítico e aprendi a compreender o que está escrito e o que está nas entrelinhas, conheci lugares que jamais pensei que existisse e melhor sem gastar muito.

   A leitura em minha vida foi a ponto de mudança que conquistei e no qual me tornou uma mulher mais feliz e realizada.
 
 
 
 “A leitura de um bom livro é um diálogo incessante: o livro fala e a alma responde.”
René Descartes
 



 
 

 

Depoimentos de Leitura - uma interatividade literária

Pessoal, falem sobre suas experiências de leitura, mostrem ao mundo lusófono suas experiências de leitura em Língua Portuguesa..... usem os depoimentos do fórum "Leitura e Escrita" do Módulo 2 - cuidado: olhem a revisão textual... rsrsrsrsrsrs... abração....

Assim o Verbo se fez Literatura - parodiando o Evangelho de João...

Olá professores, olá professoras, olá tutora, olá amigos, como vocês já perceberam, esse blog tem a finalidade de falar de Literatura. Também, este blog faz parte de um dos projetos do curso Melhor Ensino, Melhor Gestão da Secretaria de Educação do Estado de São Paulo. Nós, professores, a Secretaria de Educação do Estado de São Paulo e a sociedade, estamos nos aprimorando para oferecer uma educação de qualidade para todos. Leitores e leitoras, juntem-se a nós neste caminho que é a descoberta da Literatura... bem vindos.... 
Agora quero falar sobre o prazer da leitura e o prazer de viver a Literatura. 
Ao escrever este depoimento tenho diante de mim um amontoado de livros em minhas duas estantes no meu quarto, uns duzentos, trezentos, quatrocentos livros: quem sabe? O fato é que a leitura faz parte da minha vida. Eu amo ler em Inglês e em Português. Eu amo ler em Português, pois o idioma de Camões é a minha primeira língua; lembro me que uma vez li os Lusíadas, e depois fui ler Castro Alves e seu Navio Negreiro. Também, eu amo ler em Inglês, pois fazem mais de sete anos que estudo a língua de Willian Shakespeare na escola de idiomas Cultura Inglesa, logo, amo ler em ambos os idiomas, também já estudei um pouco de grego bíblico, mas isto é já outra história. Preciso falar sobre leitura, recitando versos? Escrevendo prosa? Ah, esqueci, preciso escrever o meu depoimento!
Ontem eu estava lendo a Teologia do Novo Testamento de Rudolf Bultmann, fiquei impressionado como o escritor conseguiu transferir o cientificismo alemão para a área da teologia, com maestria o teólogo já citado conseguiu explicar o divino e a sua relação com o humano. Porém, Bultmann não completou minha alma, tive que buscar outras fontes que se parecem mais com minha alma, então fui ler a Teologia Sistemática de Louis Berkhof, li em Português, mas achei a tradução meia pobre, fui ler em Inglês, a obra deste teólogo fundamentalista é maravilhosa.
Estou terminando minha segunda graduação, o bacharelado em Teologia (curso livre), e tenho aprendido muito que um teólogo deve antes de tudo ser um ávido leitor. Este depoimento me leva à minha infância, tempos bons da inocência onde eu lia O Meu Pé de Laranja Lima de José Mauro de Vasconcelos - vem em minha mente ainda a seguinte questão: por que o português morreu daquele jeito? Ainda não tive a resposta - talvez, a mesma resposta fosse uma lágrima.
Lembro-me ainda da minha infância querida sem facebook, orkut, e-mail, redes sociais, ia para a escola bíblica dominical, tínhamos um desafio, ler a Bíblia inteira em um ano, li o Livro Sagrado três vezes, isso quando eu era adolescente, precisei ler mais, pois ler vicia, descobri Machado de Assis, li sua trilogia - Memória Póstumas de Brás Cubas, Dom Casmurro, Quincas Borba - creio que Quincas Borba era meio desajustado. Vida de leitura - Fogo Morto, Vidas Secas, Senhora, A Moreninha, Memórias de um Sargento de Milícias, A Bíblia Sagrada, A Turma da Mônica.
Fiz me professor, na Faculdade de Filosofia, Ciências e Letras na Fundação Santo André. No curso de Licenciatura, foi me apresentado os teóricos da Literatura Brasileira - Alfredo Bosi - li sua obra História Concisa da Literatura Brasileira, li a Formação Econômica do Brasil, esqueci o autor; economia em Letras? Sim, a Mestre Lurdinha dizia: "precisamos entender a economia do Brasil para que possamos entender a literatura". Gravei essas palavras, não me tornei alienado! Na faculdade tive contato com a Literatura Inglesa, maravilhosa literatura - quem nunca ouviu falar de Jhon Bunyan e o seu livro O Progresso do Peregrino? Obra maravilhosa, apresenta a espiritualidade cristã, fui estudar teologia, apresentaram-me os grandes teólogos e pensadores, um em particular tocou a minha alma - C. S. Lewis e sua "masterpiece" As Crônicas de Nárnia, assisti o filme, amei a obra, fui na Livraria Cultura, comprei a obra The Chronicles of Narnia em Inglês, li toda a obra, assisti os três filmes, apresentei a obra para minha namorada, ela amou a obra, foi fazer Serviço Social na PUC de São Paulo: a literatura nos convida ao conhecimento. Ainda não terminou, espere um pouco leitor - fui fazer pós-graduação em Tradução - Inglês/Português na UNIBERO (hoje Faculdade Anhanguera), lá me apresentaram Ernest Hemingway, comecei a ler Charles Dickens em Inglês - as Aventuras de Oliver Twist, preciso terminar a obra. Graças a Deus terminei minha especialização em tradução... 
Concluindo, antes de ontem comprei um livro, é de Augustus Nicodemus, teólogo, chanceler da Universidade Presbiteriana Mackenzie, o nome do livro é Ateísmo Cristão, li algumas páginas, nossa, Oliver Twist sofre demais nas mãos dos clérigos da Igreja Angicana da Era Vitoriana.... preciso ler Monteiro Lobato... acredita que sou leigo em Monteiro Lobato? É uma vergonha não é? Rsrsrsrsrsrsrsrsrs....
Ah, não quero esquecer de Marilena Chauí e sua obra um Convite a Filosofia - minha namorada viu a professora e filosofa Chauí falando sobre pós-neoliberalismo e estado democrático, ainda quero conversar com a professora Marilena... devemos ler de tudo e não só literatura, pois filosofia também faz bem para a alma....
Concluindo de novo... ler é maravilhoso, pena que a docência que é nosso ofício muitas vezes nos tira um tempo precioso para a leitura, pois se eu fosse rico, minha vida seria ler, escrever, pesquisar e estudar, cansei, escrevi demais... abraços amigos....

O que é Literatura?

Antonio Candido


Crítico literário e ex-professor de Teoria Literária na USP
As produções literárias, de todos os tipos e todos os níveis, satisfazem necessidades básicas do ser humano, sobretudo através dessa incorporação, que enriquece a nossa percepção e a nossa visão do mundo. [...]. Em todos esses casos ocorre humanização e enriquecimento, da personalidade e do grupo, por meio de conhecimento oriundo da expressão submetida a uma ordem redentora da confusão.
Entendo aqui por humanização (já que tenho falado tanto nela) o processo que confirma no homem aqueles traços que reputamos essenciais, como o exercício da reflexão, a aquisição do saber, a boa disposição para com o próximo, o afinamento das emoções, a capacidade de penetrar nos problemas da vida, o senso da beleza, a percepção da complexidade do mundo e dos seres, o cultivo do humor. A literatura desenvolve em nós a quota de humanidade na medida em que nos torna mais compreensivos e abertos para a natureza, a sociedade, o semelhante.
Fonte: CANDIDO, Antonio. Direitos humanos e literatura. In: ______. Vários escritos. Rio de Janeiro: Ouro sobre Azul, 2004.


Amigos, bem vindos ao mundo maravilhoso da Literatura na rede mundial de computadores.... (Cristiano Lima)